{"id":5,"date":"2017-09-04T11:08:22","date_gmt":"2017-09-04T11:08:22","guid":{"rendered":"https:\/\/colegioatlantico.pt\/i9atlantico\/?page_id=5"},"modified":"2017-09-05T13:49:55","modified_gmt":"2017-09-05T13:49:55","slug":"inovacao-criatividade-e-empreendedorismo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/colegioatlantico.pt\/i9atlantico\/inovacao-criatividade-e-empreendedorismo\/","title":{"rendered":"Fundamenta\u00e7\u00e3o Te\u00f3rica"},"content":{"rendered":"<h3>\u00a0II \u2013 An\u00e1lise da metodologia que sustenta o projeto &#8211; Problem Based Learning (PBL).<\/h3>\n<h3>O mundo das metodologias de ensino \u00e9, hoje em dia, um verdadeiro \u201cUniverso\u201d de diferentes teorias que se sucedem em catadupa e invadem os sistemas de ensino a um ritmo que estes t\u00eam muita dificuldade em acompanhar. Umas mais inovadoras, outras mais exc\u00eantricas, algumas com um teor cient\u00edfico muito importante, e grande parte delas com bases s\u00f3lidas e, de uma forma geral, cred\u00edveis.<\/h3>\n<h3>A escolha e o desenvolvimento de uma determinada metodologia devem ser sustentados em v\u00e1rios par\u00e2metros, como a adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s idades e realidade dos alunos; o desenvolvimento cient\u00edfico da metodologia; as caracter\u00edsticas f\u00edsicas dos espa\u00e7os; ou os resultados apresentados pela metodologia, etc.<\/h3>\n<h3>\u201c<em>Na obedi\u00eancia passiva ningu\u00e9m se prepara para as v\u00e1rias resolu\u00e7\u00f5es da vida. (\u2026) Uma na\u00e7\u00e3o sem originalidade, que nada cria, inventa e descobre, e apenas vive de empr\u00e9stimos materiais ou espirituais, se, (\u2026) ainda conserva a sua autonomia, n\u00e3o est\u00e1 longe de perd\u00ea-la<\/em>\u201d Carvalho (1995: 556)<em> in <\/em>Pinheiro (2008)<\/h3>\n<h3>Tendo em aten\u00e7\u00e3o esta linha de pensamento, para o desenvolvimento do projeto i9Atl\u00e2ntico, a escolha da metodologia recai sobre o <em>Problem Based Learning<\/em> (mais \u00e0 frente denominada por PBL). \u00c9 considerada uma metodologia inovadora e que apresenta, na sua g\u00e9nese, um conjunto de pressupostos que visam desenvolver nos alunos compet\u00eancias essenciais \u00e0 sua forma\u00e7\u00e3o e plena integra\u00e7\u00e3o numa sociedade cada vez mais competitiva e global, onde a originalidade e a capacidade de cria\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o e descoberta s\u00e3o compet\u00eancias fundamentais.<\/h3>\n<h3>Segundo Delisle (1997), a metodologia \u00e9 inicialmente desenvolvida por Jonh Dewey, que acreditava que os \u201cprofessores deviam ensinar apelando aos instintos naturais dos alunos para investigar e criar\u201d. Por reconhecer import\u00e2ncia a esta ideia, Howard Barrows, m\u00e9dico e professor de medicina na Universidade de McMaster, em Ont\u00e1rio, Canad\u00e1, come\u00e7ou a desenvolver m\u00e9todos de ensino para os seus alunos tendo como base a resolu\u00e7\u00e3o sucessiva de problemas. O autor defende que se deve apresentar um problema aos alunos, mas sem lhes facultar toda a informa\u00e7\u00e3o, pedindo-lhes que desenvolvam quest\u00f5es apropriadas e produzam o respetivo plano para resolver o problema. Com a aplica\u00e7\u00e3o da metodologia, considera-se que s\u00e3o, tamb\u00e9m, desenvolvidas as capacidades dos alunos para o alargamento e a progress\u00e3o do conhecimento, de forma a manterem-se atualizados num mundo que muda e evolui a uma velocidade cada vez maior. Para \u201cPowell (2000), a metodologia PBL desenvolve um conjunto de compet\u00eancias reconhecidas por Bolonha e que s\u00e3o consideradas fundamentais numa dimens\u00e3o europeia ou global do ensino. Segundo este autor, estas compet\u00eancias podem agrupar-se em tr\u00eas grupos distintos: compet\u00eancias t\u00e9cnicas, sociais e de autodesenvolvimento. Delisle (1997) parece seguir a mesma linha de pensamento ao referir que \u201cna generalidade os discentes precisam de aprender uma base de conhecimentos essenciais (informa\u00e7\u00e3o essencial); ter capacidade para utilizar, eficazmente, os conhecimentos em situa\u00e7\u00f5es-problema dentro e fora da escola (compreens\u00e3o) e ter capacidade de alargar ou aperfei\u00e7oar esse conhecimento, desenvolvendo estrat\u00e9gias para lidar com problemas no futuro (uso de conhecimento ativo) \u201d. O autor considera, ainda, que o PBL funciona bem com todo o tipo de alunos, sendo ideal para turmas heterog\u00e9neas, onde os alunos possam mobilizar os seus diferentes conhecimentos em prol da resolu\u00e7\u00e3o dos problemas com que o grupo de trabalho se deparar.<\/h3>\n<h3>O PBL \u00e9, sem d\u00favida, uma metodologia assente numa aprendizagem baseada em problemas, na participa\u00e7\u00e3o empenhada dos alunos e na interdisciplinaridade. Ao pedir aos alunos que resolvam um determinado problema como por exemplo: <em>um bairro social vai ser constru\u00eddo em Pinhal de Frades. Voc\u00eas s\u00e3o uma comiss\u00e3o de an\u00e1lise e apoio que dever\u00e1 identificar os custos monet\u00e1rios e sociais da implementa\u00e7\u00e3o do referido bairro nesta localidade.<\/em> Com a resolu\u00e7\u00e3o deste problema e a consequente apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados, os alunos v\u00e3o desenvolver compet\u00eancias e conhecimentos de v\u00e1rias \u00e1reas disciplinares. A matem\u00e1tica ser\u00e1 desenvolvida no c\u00e1lculo dos custos de implementa\u00e7\u00e3o e as ci\u00eancias sociais e humanas, como a Geografia, na decis\u00e3o de localiza\u00e7\u00e3o do referido bairro ou a capacidade de comunica\u00e7\u00e3o, aquando da apresenta\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos.<\/h3>\n<h3>Este tipo de trabalho permite aos alunos desenvolverem as suas aprendizagens partindo das suas escolhas e da coopera\u00e7\u00e3o com os restantes elementos dos grupo e todas com todas as pessoas ou entidades que contactar.<\/h3>\n<h3>Outro elemento importante na \u201cequa\u00e7\u00e3o\u201d do processo de ensino-aprendizagem \u00e9, sem d\u00favida alguma, o professor, tendo este pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es muito distintas nas diferentes metodologias. Nas metodologias mais \u201ctransmissivistas\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> o professor \u00e9 o \u201ccentro\u201d de uma sala de aula, concentrando a sua \u00e1rea de a\u00e7\u00e3o muito perto da sua secret\u00e1ria, do quadro ou do material tecnol\u00f3gico de apoio, sendo esta considerada a sua \u201czona de conforto\u201d. Em PBL, o professor apresenta um conjunto de caracter\u00edsticas muito diferenciadas. Em primeiro lugar, \u201cperde\u201d a sua \u201czona de conforto\u201d passando para uma posi\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria na sala de aula, ao localizar-se na periferia de todo o grupo de trabalho. Esta altera\u00e7\u00e3o de posicionamento poder\u00e1 ser desconfort\u00e1vel para muitos docentes. Contudo, permite ao docente realizar uma das suas fun\u00e7\u00f5es mais importantes do PBL, que \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o dos alunos a desenvolverem o seu trabalho. A observa\u00e7\u00e3o atenta de todos os grupos de trabalho vai permitir ao docente avaliar o desempenho de todos os alunos, mas mais importante ainda, vai permitir ao docente obter informa\u00e7\u00f5es \u00fateis que poder\u00e1 utilizar na orienta\u00e7\u00e3o do trabalho a desenvolver por cada um dos grupos. Criando uma analogia futebol\u00edstica, o trabalho do docente poder\u00e1 ser equiparado ao trabalho de um treinador de futebol, que apesar de n\u00e3o jogar e se encontrar na periferia do campo, tem uma influ\u00eancia muito grande na equipa atrav\u00e9s das indica\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es que vai transmitindo para dentro de campo. Em PBL, o trabalho do professor realiza-se essencialmente nos \u201cbastidores\u201d, quer seja na fase de prepara\u00e7\u00e3o dos problemas a fornecer aos alunos, quer seja no desenvolvimento do processo onde o seu papel de \u201cguia\u201d ou orientador \u00e9 o m\u00e1ximo de protagonismo que ter\u00e1, pois todo o trabalho \u00e9 desenvolvido pelos alunos.<\/h3>\n<h2>\u00a0Implementa\u00e7\u00e3o te\u00f3rica do Projeto (Problemas a desenvolver)<\/h2>\n<h3>A an\u00e1lise pr\u00e9via e sustenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica de qualquer projeto \u00e9, sem d\u00favida, uma das suas principais fases. Para se obter sucesso \u00e9 necess\u00e1rio elaborar de forma estruturada e clara toda a planifica\u00e7\u00e3o e definir os objetivos a atingir. Pretende-se, nesta fase do projecto, construir e apresentar um conjunto de problemas que se pensem ser significativos para os alunos e definir claramente os objetivos ou metas de cada um dos problemas.<\/h3>\n<h3>Este projeto \u00e9 implementado nas diferentes turmas do 6\u00ba ao 8\u00ba\u00ba ano de escolaridade desde do ano letivo 2013\/2014. Por se considerar que as turmas s\u00e3o diferentes entre si, e que este conjunto de alunos apresenta idades muito diferenciadas opta-se pela aplica\u00e7\u00e3o de problemas diferenciados em cada uma das turmas.<\/h3>\n<h3>O projeto prev\u00ea a aplica\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de dois problemas que podem ser fornecidos pelo docente ou criados pelos alunos em fun\u00e7\u00e3o das diferentes situa\u00e7\u00f5es. Os problemas desenvolvidos em cada um dos anos letivos pelas diferentes turmas pode ser consultado no separador &#8220;Problemas a desenvolver&#8221;.<\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Paradigma das metodologias da educa\u00e7\u00e3o onde o professor \u00e9 detentor do conhecimento e transmite-o aos alunos.<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0II \u2013 An\u00e1lise da metodologia que sustenta o projeto &#8211; Problem Based Learning (PBL). 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